Lilypie Fifth Birthday tickers

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Calendário do Advento

Essa tradição é muito especial para famílias que adoram comemorar o Natal. O Calendário do Advento vem dos Luteranos alemães, que, ao menos até o começo do século XIX, faziam a contagem regressiva para o dia do Natal.

Frequentemente, a contagem era feita com um simples risco de giz na porta a cada dia, começando em primeiro de dezembro. Algumas famílias tinha meios mais elaborados de marcar os dias, como acender uma nova vela (talvez a gênese das atuais coroas do Advento) ou pendurando um santinho na parede a cada dia.
As velas também podiam ser colocadas em uma estrutura, que era conhecida como "relógio do Advento". 

Confesso que não conhecia tal tradição, quem me ensinou foi o Lipe assistindo o episódio do Charlie e Lola. Lógico que assisti com ele, pesquisamos alguns modelos e quis promover tal ritual, com o intuito de juntos nos alegramos, além de ensinar a ele como é importante celebrar esse momento que tem uma história religiosa e que é muito maior que o simples consumismo e o momento de comprar e ganhar!

Faça com seus filhos e adapte aos seus conceitos de Natal!

Eu produzi uma aqui em casa, aproveitando materiais que já tinha por aqui, queria ter feito de feltro, bordado, mas esse ano está tudo muito corrido, por isso fiz assim...

Materiais:

- 1 placa de EVA verde;
- 26 caixas de fósforo (só a parte de dentro)
- papel alumínio
- tinta relevo dourada
- imagens fofinhas de Natal
- canetinha preta bem fina
- 1 retalho de EVA ou cartolina marrom
- régua
- lápis
- estilete
- tesoura
- cola quente
- guloseimas ou miniaturas (se quiser colocar uma surpresa dentro das portinhas)

Como montei:

1- Desenhei e recortei uma árvore na placa de EVA.

2- Desenhei e recortei com estilete 24 portinhas de 3cm X 4cm pela árvore (desenhei do lado avesso da que será a árvore - tenha cuidado para cortá-las do lado invertido!).

3- Escrevi do número 1 ao 24 nas portinhas com tinta relevo e deixei secar.

4- Cortei um retângulo do EVA verde e colei em cima de um papel cartão marrom que tinha aqui (eu não tinha EVA marrom), deixei secar e depois recortei com estilete um retêngulo de 4cm X 6cm - essa será a portinha do dia 25/12!

5- Encapei as 24 caixinhas de fósforo com papel alumínio e colei dentro dela imagens e mensagens sobre os dias do Natal (Exemplo: 1- Vamos montar nossa árvore? / 2- Escreva a carta do Papai Noel / 3- O anjinho está anunciando a chegada de Jesus!/ 4- Escreva mensagens de Natal aos amigos... etc). Com as duas caixinhas que sobraram, eu recortei uma das laterais e as uni para ficar maior, depois encapei com papel alumínio. Dentro dela colocarei uma imagem no menino Jesus na manjedoura com a mensagem: Vamos comemorar o dia do nascimento de Jesus!

5- Atrás de cada portinha fixei as caixinhas com cola quente.

6- Finalizei colocando guloseimas e pequenos mimos em cada dia e fechando as portinhas com um adesivo de estrela.


 
Não quis enfeitar mais a árvore porque queria ter convidado-o a enfeitá-la comigo. Mas ele a achou linda e só me deixou colocar uma fita dourada e uma estrela que cobrimos de gliter vermelho...

A cada dia,  cada abertura tem sido um momento mágico familiar!!!
Aqui está um bom motivo para fazerem algo juntos, ensinar o seu filho sobre o verdadeiro conceito do Natal e se  divertirem muiiiiiiiito!!!!


Veja aqui como esse ritual tem sido especial!

Um lindo Natal para vocês!!!!

domingo, 3 de outubro de 2010

Ser ou não ser "pidão"

A cada dia que passa estamos em uma luta sem fim, para ensinar o Lipe a não ser consumista.
Tarefa difícil perante uma sociedade movida pelo consumo.

Tentamos driblar essa "doença" de nossos tempos, oferecendo ao Lipe momentos de diversão longe de lojas, shoppings e consumo...

Eis que ontem, num final de dia chuvoso, lembramos que precisávamos escolher um presente para uma festinha de hoje. Nosso destino: o shopping!

Entramos em uma loja de brinquedos educativos e lipe estava motivado a escolher algo com a cara do amigão...

De repente me solta:
- Mamãe, não estou me aguentando!
Não eram só as palavras que diziam isso, mas o seu corpo, seus gestos...
- Como assim Lipe?
- Eu não quero ser pidão, preciso me controlar, mas também queria tanto um presente...

Gente, como pode?
Não sabia se ria ou chorava!
Será que temos todos que nos encontrar em uma Associação Anônima de Consumistas?

Lógico que driblei falando que poderia escolher um presente para o Dia das Crianças e que logo o ganharia.
Ele ficou satisfeito...
Quando chegamos em casa, conversamos sobre as crianças que não possuem brinquedos e combinamos que a cada novo presente que ganhasse, teria que escolher um para dar às crianças que não ganham...


Não sei se é o melhor caminho...
Deixo aqui alguns textos sobre o assunto:



Uma música deliciosa e um vídeo para refletir sobre o assunto:

Por que a publicidade faz mal às crianças



     Com a expansão da comunicação, somos continuamente influenciados pela diversidade de mensagens e imagens que nos seduzem e inebriam por meio das mais variadas formas de mídia. Entre elas, está a publicidade, com suas manobras estratégicas, endereçando à nossa emoção seus sedutores apelos de venda. Por sermos dotados de juízo crítico, temos a possibilidade de selecionar aqueles que melhor correspondem às nossas reais necessidades.

     No entanto, o mesmo não acontece com as crianças, que são mais vulneráveis às mensagens persuasivas por estarem em desenvolvimento. Sabe-se que até mais ou menos os 12 anos de idade elas não têm o pensamento crítico formado e, por isso, são mais suscetíveis aos apelos comerciais. 

     Embora, de acordo com a lei, as crianças não possam praticar os fatos da vida civil, tais como comprar um automóvel ou assinar um contrato, elas são abordadas diretamente pela publicidade como plenas consumidoras.

     Longe das estripulias cotidianas e das brincadeiras criativas, muitas crianças estão ficando cada vez mais quietinhas diante de uma tela no quarto, assistindo à programas inadequados ou comandando, pelo controle remoto do videogame, alguma batalha geralmente sangrenta. Ou, quando esperam os pais na volta do trabalho, sonham mais com algo que eles possam lhes ter comprado do que com o calor do seu abraço. Isso porque elas obedecem, hoje, a dois senhores dentro da mesma casa:
  • à publicidade, que só lhes diz “sim”, 
  • e aos pais, que, cansados de tanto dizer “não”, cedem às súplicas dos filhos entregando-lhes, na forma de objetos, o contato afetivo cada vez menos valorizado.
     Na ânsia de formar antecipadamente novos consumidores, a publicidade encurta a infância sem medir as consequências nefastas dessa apropriação indébita da genuinidade infantil. A erotização precoce e seus reflexos nos altos índices de gravidez na adolescência; a violência oriunda do desejo por produtos caros implantado em tantas crianças que, sequer, podem comer; a obesidade infantil, estimulada pela oferta excessiva às crianças de produtos não saudáveis; as depressões e frustrações decorrentes do atrelamento do conceito de felicidade ao ato de consumir são algumas dessas consequências que pesam sobre o futuro de nossas crianças e oneram os cofres públicos.

     Por que, em tantos outros países, a publicidade para crianças é controlada; o que falta na legislação brasileira para que o mesmo rigor seja adotado aqui; quais as táticas mais utilizadas pela publicidade para seduzir os pequenos; o que acontece com uma criança que cresce sem ouvir “não” e quais as consequências da publicidade dirigida ao público infantil são alguns dos temas abordados neste livreto. Sua razão de ser é ajudar a ampliar a reflexão e o debate sobre o consumismo precoce e conscientizar o leitor sobre os impactos negativos da publicidade e da comunicação mercadológica voltadas à criança no desenvolvimento infantil. 

     A infância feliz e tranquila é o prefácio de um mundo melhor. E quanto mais respeitada e protegida ela for, mais adultos críticos e saudáveis construiremos e mais sentido terá a preocupação que demonstramos hoje com o futuro do nosso planeta.

Quer saber sobre essa cartilha? Entre aqui e espalhe essa notícia:

Criança, a alma do negócio:

Pare, pense, atue!
Critique o mundo no qual está inserido!
Não seja pego!

Cultura da vaidade e consumo:

Yves de La Taille é professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). Autor de “Moral e ética - dimensões educacionais e afetivas” (Prêmio Jabuti 2007). Atualmente, ministra aulas de Psicologia do Desenvolvimento e desenvolve pesquisa na área de Psicologia Moral.

      Cultura da vaidade e consumo: Vivemos uma sociedade chamada de, entre outros nomes, de "sociedade de consumo". 

     A bulimia atual atinge todas as pessoas (e deixa frustradas aquelas que, por falta de recursos, não podem adquirir os bens cobiçados) e é, vinte e quatro horas por dia, incentivada por anúncios mil que inundam as ruas, os jornais, as revistas, a televisão, etc. 
     Cabe nos perguntarmos porque tanta gente entrega-se a tal bulimia. Variadas são as explicações possíveis. Na minha fala, defenderei a idéia de que vivemos uma "cultura da vaidade", na qual marcas de distinção, que se associam ao status de "vencedor", tornam-se quase que necessárias para gozar de alguma visibilidade social. 
     Ora, não raramente, o motivo primeiro do consumo é adquirir tais marcas. Como o fenômeno não poupa as crianças e adolescentes (clientes, aliás, muito cobiçados), e também como ele é intimamente relacionado á construção da identidade, medidas para protegê-los devem necessariamente passar, para além da dimensão legal, pela dimensão ética, ética entendida aqui como busca da "vida boa, para e com outrem, em instituições justas". 
     
     É o que procurarei argumentar na minha fala:

Yves de La Taille - Cultura da vaidade e consumo from Projeto Criança e Consumo on Vimeo.

sábado, 2 de outubro de 2010

Pare. Pense!

Esta campanha, composta por cinco vídeos, faz parte das ações de conscientização do Projeto Criança e Consumo. Com o objetivo de divulgar conteúdos de fácil absorção sobre as conseqüências do consumismo infanto-juvenil, a campanha aborda os impactos desse comportamento por meio de mensagens educativas direcionadas a pais, educadores e formadores de opinião. Esses vídeos têm a finalidade de despertar a reflexão sobre obesidade infantil, erotização precoce, alcoolismo, stress familiar, delinqüência e violência. 




http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Projeto.aspx?v=3

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A fase dos porquês

Por quê? Mas... por quê?

Toda criança passa por essa fase.
Nós, pais, de uma hora ou outra temos que lidar com uma chuva de perguntas de nossos filhos, como relata bem Adriana Calcanhoto em sua música Oito anos.
Primeiro vamos entender a criança...
A partir dos 2 anos quando as respostas pouco interessam, as perguntas acontecem pelo simples prazer de perguntar, a criança quer conversar, se interessa pelas novas palavras, gosta de ouvir palavras diferentes.
A partir dos 3 anos o porquê muda seu significado. Já que nesta idade, a criança está centrada em si mesma e  não possui capacidade de abstração de colocar-se no lugar do outro. Ela já não aceita a ideia do acaso e assim, tudo deve ter uma explicação. Nessa idade, já conhece muito sobre o mundo, já possui uma percepção global, mas ainda é impossibilitada de se ater aos detalhes, por isso ela se deixa levar pelo concreto do que está ouvindo ou vendo, mas ainda possui muita dificuldade de relacionar fatos, já que seu pensamento ainda está em desenvolvimento.
A partir dos 6 ou 7 anos a criança já começa a entender situações mais abstratas e uma nova fase do "por quê" se modifica, porém nesta fase a criança já possui outras ferramentas para buscar suas respostas e começa a procurar as respostas sozinho.

Como devemos fazer aos sermos bombardeados pelas perguntas:
Os pais devem encarar as perguntas com naturalidade, mesmo que as perguntas sejam difíceis ou embaraçosas. É preciso conhecer o seu filho para ajudá-lo, saber o que é possível responder...
Devemos sempre dar satisfações e tentar responder às perguntas dos nossos filhos, mesmo que não a tenhamos na ponta da língua. 
Se você não sabe o que ele quer saber exatamente, faça perguntas a ele sobre o assunto, para entender de onde a mesma surgiu e, assim, o que realmente está querendo saber.
No caso de não saber a resposta, assuma que também não sabe, diga que precisa pensar, pesquisar sobre o assunto e se ofereça a ajudá-lo a procurar em livros ou na internet - está aí uma ótima oportunidade de apresentar um bom modelo de pesquisador! 
Você pode resumir uma explicação ou simplesmente traduzi-la ao entendimento do seu filho.  Mas, não minta ou fantasie as respostas, porque os filhos percebem e podem começar a não procurá-lo para novos questionamentos. 
Procure dar respostas lúdicas e interessantes, pois elas podem aguçar a curiosidade do pequeno e estimulá-lo a procurar mais e mais respostas.

Lembre-se:
"Porque sim" e "Porque não", não são respostas!

Por que a gasolina é mais cara?


Após sairmos do posto de gasolina, Lipe pergunta:
- Mamãe, porque você sempre coloca álcool no carro?
- Para o carro andar.
- Não, mamãe, por que você não coloca gasolina?
- Ah, Lipe é que o álcool é mais barato.
- Por quê?
A mamãe aqui que achou que ele só queria uma re-afirmação e também estava com preguiça de entender o que ele realmente queria saber, para poder explicar, solta a pérola:
- O álcool é mais barato porque a gasolina é mais cara!
Após está afirmação ouvi choros, broncas e lamentações:
- Mamãe, você pensa que eu sou burro? Você não explica nada! Eu sou curioso!

Lógico que tive que acalmá-lo e começar uma "palestra" explicando sobre as diferentes origens de cada combustível, além do processo de fabricação, para então comparar e mostrar simplóriamente, a diferença de preço. Ainda tive que ouvir:
- Tá vendo, mamãe, é só me explicar que eu entendo!

De noite o Lipe ainda falou para o papai que ele precisava trocar de carro, com uma breve explicação sobre a diferença de preço dos combustíveis.

Me preocupo quando ele vem com essas perguntas... Não quero ficar aprofundando em assuntos que considero de difícil entendimento. É difícil saber o que eles realmente querem entender a partir de suas perguntas, mas quanto mais conhecemos nossos filhos, mais sabemos o quanto eles estão prontos para aprender algo novo e o que é pura "forçassão"  de barra...