Lilypie Fifth Birthday tickers
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domingo, 1 de maio de 2011

Dia da mães

Ontem passei um dia de preguiça. Lipe na casa da madrinha, Caio esticado no sofá e eu ao lado dele, espiando a tv, lendo as últimas páginas da saga Harry Potter ou dando uma reformada nas nossas cortinas do quarto...

Curto ter um tempo para fazer alguma coisa. Com calma, sem pressa, sem interrupções...

Bem, entre as minhas espiadas, percebi o avalanche de propagandas do Dia das Mães. Quanta bobagem... Mas é lógico que fiquei emocionada, me deu mais saudade do Lipe do que de costume. Fiquei pensando se seria o nosso dia-dia tão mais grudado desse ano... Será que estou desacostumando a ficar longe dele?rs

Desde quando se precisa de um dia para comemorar algo que somos todos os dias?
Eu comemoro o Dia da mães no dia 16/02, dia no qual me tornei mãe e, a cada dia, tenho aprendido com meu pequeno as doçuras e experiências de ser mãe.

Aprendi que os filhos nos tornam pessoas melhores. Por puro amor, queremos apresentar um mundo mais certo para eles e esse mundo começa pela família.

No início pode ser desesperador deixar de ter seu tempo livre. Você tem que reaprender a fazer suas coisas sempre acompanhado, por mais que tenha outra ajuda com o bebê. Você precisa aumentar o orçamento, porque filhos nos dá muita despesa. Mas não vê esse tempo de dedicação ou dinheiro gasto, como perda ou como um investimento, vê tudo isso como aproveitar o melhor da vida, como momentos únicos que te preenchem e te fazem mais e mais feliz.

Algumas vezes, me perguntaram se não me canso com tal dedicação. Eu não me canso! A verdade é que não faço por ele, faço por mim! Tais momentos me completam e me deixam, a cada dia mais e mais feliz!

Por isso, não quero presentes no Dia das Mães, nesse dia sou eu quem agradeço:
Obrigada Lipe, por me ajudar a ser uma pessoa melhor! Me tornar uma pessoa plenamente feliz!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Amamentação e seus apetrechos


Lendo o blog de uma amiga super experiente em amamentação, pensei que fosse interessante trazer um pouco de suas palavras prá cá... O motivo disso é que tenho recebido muitos acessos e comentários no meu link sobre a RELACTAÇÃO. Tenho percebido um certo modismo em utilizar apetrechos para auxiliar a amamentação que, na maioria das vezes, são desnecessários.


Utilizei esse método para tirar o vício do meu bebê a usar mamadeira. Vício esse oferecido por mim, por pura falta de informação e orientação.


"Em alguns casos, a relactação pode ajudar TEMPORARIAMENTE a manutenção da amamentação. No entanto, há o risco de o bebê preferir mamar ao seio com a sonda presente. Lembre-se mamar com a sonda do relactador é bem mais fácil do que somente no seio e, portanto, se usada exageradamente pode causa uma dependência no bebê. O que não é nada bacana...


O tempo de utilização do relactador deve ser até que a mãe aumente a produção de leite que é, geralmente, de no mínimo uma semana." Mas não deve exceder muito mais que isso! Com toda delicadeza, a mãe deve avaliar o uso e diminuir para que, aos pucos, o bebê volte a mamar somente no peito.


LEMBRE-SE: "A sucção do bebê é a mais poderosa auxiliar da produção de leite e não deve ser limitada a tempo ou quantidade. Um bebê pode chegar a ficar horas ao seio e não haver nada de errado.


Fazer uso de carregadores e, portanto, ter o bebê sempre grudadinho ao corpo também pode auxiliar na produção de leite, bem como: descansar e dormir perto do bebê."


http://amaternar.wordpress.com/2010/07/03/relactacao/
Aluguel de bombas tira-leite

domingo, 5 de dezembro de 2010

Quantos dias faltam para o Natal?


No episódio do Charlie e Lola de Natal, eles fazem a contagem dos dias do Natal com o Calendário do Advento.


É lógico que ele pediu um para mim, e, é lógico que o fiz...rs


Hoje o Lipe abriu a quinta janelinha do calendário do advento que fiz para ele e disse:

- Não existe mãe melhor que você. Nenhuma faz o que você faz para mim!

Ai, tô explodindo de felicidade com esse filhote carinhoso que tenho!!! 
Existe algo melhor do que isso?


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Calendário do Advento

Essa tradição é muito especial para famílias que adoram comemorar o Natal. O Calendário do Advento vem dos Luteranos alemães, que, ao menos até o começo do século XIX, faziam a contagem regressiva para o dia do Natal.

Frequentemente, a contagem era feita com um simples risco de giz na porta a cada dia, começando em primeiro de dezembro. Algumas famílias tinha meios mais elaborados de marcar os dias, como acender uma nova vela (talvez a gênese das atuais coroas do Advento) ou pendurando um santinho na parede a cada dia.
As velas também podiam ser colocadas em uma estrutura, que era conhecida como "relógio do Advento". 

Confesso que não conhecia tal tradição, quem me ensinou foi o Lipe assistindo o episódio do Charlie e Lola. Lógico que assisti com ele, pesquisamos alguns modelos e quis promover tal ritual, com o intuito de juntos nos alegramos, além de ensinar a ele como é importante celebrar esse momento que tem uma história religiosa e que é muito maior que o simples consumismo e o momento de comprar e ganhar!

Faça com seus filhos e adapte aos seus conceitos de Natal!

Eu produzi uma aqui em casa, aproveitando materiais que já tinha por aqui, queria ter feito de feltro, bordado, mas esse ano está tudo muito corrido, por isso fiz assim...

Materiais:

- 1 placa de EVA verde;
- 26 caixas de fósforo (só a parte de dentro)
- papel alumínio
- tinta relevo dourada
- imagens fofinhas de Natal
- canetinha preta bem fina
- 1 retalho de EVA ou cartolina marrom
- régua
- lápis
- estilete
- tesoura
- cola quente
- guloseimas ou miniaturas (se quiser colocar uma surpresa dentro das portinhas)

Como montei:

1- Desenhei e recortei uma árvore na placa de EVA.

2- Desenhei e recortei com estilete 24 portinhas de 3cm X 4cm pela árvore (desenhei do lado avesso da que será a árvore - tenha cuidado para cortá-las do lado invertido!).

3- Escrevi do número 1 ao 24 nas portinhas com tinta relevo e deixei secar.

4- Cortei um retângulo do EVA verde e colei em cima de um papel cartão marrom que tinha aqui (eu não tinha EVA marrom), deixei secar e depois recortei com estilete um retêngulo de 4cm X 6cm - essa será a portinha do dia 25/12!

5- Encapei as 24 caixinhas de fósforo com papel alumínio e colei dentro dela imagens e mensagens sobre os dias do Natal (Exemplo: 1- Vamos montar nossa árvore? / 2- Escreva a carta do Papai Noel / 3- O anjinho está anunciando a chegada de Jesus!/ 4- Escreva mensagens de Natal aos amigos... etc). Com as duas caixinhas que sobraram, eu recortei uma das laterais e as uni para ficar maior, depois encapei com papel alumínio. Dentro dela colocarei uma imagem no menino Jesus na manjedoura com a mensagem: Vamos comemorar o dia do nascimento de Jesus!

5- Atrás de cada portinha fixei as caixinhas com cola quente.

6- Finalizei colocando guloseimas e pequenos mimos em cada dia e fechando as portinhas com um adesivo de estrela.


 
Não quis enfeitar mais a árvore porque queria ter convidado-o a enfeitá-la comigo. Mas ele a achou linda e só me deixou colocar uma fita dourada e uma estrela que cobrimos de gliter vermelho...

A cada dia,  cada abertura tem sido um momento mágico familiar!!!
Aqui está um bom motivo para fazerem algo juntos, ensinar o seu filho sobre o verdadeiro conceito do Natal e se  divertirem muiiiiiiiito!!!!


Veja aqui como esse ritual tem sido especial!

Um lindo Natal para vocês!!!!

domingo, 3 de outubro de 2010

Ser ou não ser "pidão"

A cada dia que passa estamos em uma luta sem fim, para ensinar o Lipe a não ser consumista.
Tarefa difícil perante uma sociedade movida pelo consumo.

Tentamos driblar essa "doença" de nossos tempos, oferecendo ao Lipe momentos de diversão longe de lojas, shoppings e consumo...

Eis que ontem, num final de dia chuvoso, lembramos que precisávamos escolher um presente para uma festinha de hoje. Nosso destino: o shopping!

Entramos em uma loja de brinquedos educativos e lipe estava motivado a escolher algo com a cara do amigão...

De repente me solta:
- Mamãe, não estou me aguentando!
Não eram só as palavras que diziam isso, mas o seu corpo, seus gestos...
- Como assim Lipe?
- Eu não quero ser pidão, preciso me controlar, mas também queria tanto um presente...

Gente, como pode?
Não sabia se ria ou chorava!
Será que temos todos que nos encontrar em uma Associação Anônima de Consumistas?

Lógico que driblei falando que poderia escolher um presente para o Dia das Crianças e que logo o ganharia.
Ele ficou satisfeito...
Quando chegamos em casa, conversamos sobre as crianças que não possuem brinquedos e combinamos que a cada novo presente que ganhasse, teria que escolher um para dar às crianças que não ganham...


Não sei se é o melhor caminho...
Deixo aqui alguns textos sobre o assunto:



Uma música deliciosa e um vídeo para refletir sobre o assunto:

Por que a publicidade faz mal às crianças



     Com a expansão da comunicação, somos continuamente influenciados pela diversidade de mensagens e imagens que nos seduzem e inebriam por meio das mais variadas formas de mídia. Entre elas, está a publicidade, com suas manobras estratégicas, endereçando à nossa emoção seus sedutores apelos de venda. Por sermos dotados de juízo crítico, temos a possibilidade de selecionar aqueles que melhor correspondem às nossas reais necessidades.

     No entanto, o mesmo não acontece com as crianças, que são mais vulneráveis às mensagens persuasivas por estarem em desenvolvimento. Sabe-se que até mais ou menos os 12 anos de idade elas não têm o pensamento crítico formado e, por isso, são mais suscetíveis aos apelos comerciais. 

     Embora, de acordo com a lei, as crianças não possam praticar os fatos da vida civil, tais como comprar um automóvel ou assinar um contrato, elas são abordadas diretamente pela publicidade como plenas consumidoras.

     Longe das estripulias cotidianas e das brincadeiras criativas, muitas crianças estão ficando cada vez mais quietinhas diante de uma tela no quarto, assistindo à programas inadequados ou comandando, pelo controle remoto do videogame, alguma batalha geralmente sangrenta. Ou, quando esperam os pais na volta do trabalho, sonham mais com algo que eles possam lhes ter comprado do que com o calor do seu abraço. Isso porque elas obedecem, hoje, a dois senhores dentro da mesma casa:
  • à publicidade, que só lhes diz “sim”, 
  • e aos pais, que, cansados de tanto dizer “não”, cedem às súplicas dos filhos entregando-lhes, na forma de objetos, o contato afetivo cada vez menos valorizado.
     Na ânsia de formar antecipadamente novos consumidores, a publicidade encurta a infância sem medir as consequências nefastas dessa apropriação indébita da genuinidade infantil. A erotização precoce e seus reflexos nos altos índices de gravidez na adolescência; a violência oriunda do desejo por produtos caros implantado em tantas crianças que, sequer, podem comer; a obesidade infantil, estimulada pela oferta excessiva às crianças de produtos não saudáveis; as depressões e frustrações decorrentes do atrelamento do conceito de felicidade ao ato de consumir são algumas dessas consequências que pesam sobre o futuro de nossas crianças e oneram os cofres públicos.

     Por que, em tantos outros países, a publicidade para crianças é controlada; o que falta na legislação brasileira para que o mesmo rigor seja adotado aqui; quais as táticas mais utilizadas pela publicidade para seduzir os pequenos; o que acontece com uma criança que cresce sem ouvir “não” e quais as consequências da publicidade dirigida ao público infantil são alguns dos temas abordados neste livreto. Sua razão de ser é ajudar a ampliar a reflexão e o debate sobre o consumismo precoce e conscientizar o leitor sobre os impactos negativos da publicidade e da comunicação mercadológica voltadas à criança no desenvolvimento infantil. 

     A infância feliz e tranquila é o prefácio de um mundo melhor. E quanto mais respeitada e protegida ela for, mais adultos críticos e saudáveis construiremos e mais sentido terá a preocupação que demonstramos hoje com o futuro do nosso planeta.

Quer saber sobre essa cartilha? Entre aqui e espalhe essa notícia:

Criança, a alma do negócio:

Pare, pense, atue!
Critique o mundo no qual está inserido!
Não seja pego!

Cultura da vaidade e consumo:

Yves de La Taille é professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). Autor de “Moral e ética - dimensões educacionais e afetivas” (Prêmio Jabuti 2007). Atualmente, ministra aulas de Psicologia do Desenvolvimento e desenvolve pesquisa na área de Psicologia Moral.

      Cultura da vaidade e consumo: Vivemos uma sociedade chamada de, entre outros nomes, de "sociedade de consumo". 

     A bulimia atual atinge todas as pessoas (e deixa frustradas aquelas que, por falta de recursos, não podem adquirir os bens cobiçados) e é, vinte e quatro horas por dia, incentivada por anúncios mil que inundam as ruas, os jornais, as revistas, a televisão, etc. 
     Cabe nos perguntarmos porque tanta gente entrega-se a tal bulimia. Variadas são as explicações possíveis. Na minha fala, defenderei a idéia de que vivemos uma "cultura da vaidade", na qual marcas de distinção, que se associam ao status de "vencedor", tornam-se quase que necessárias para gozar de alguma visibilidade social. 
     Ora, não raramente, o motivo primeiro do consumo é adquirir tais marcas. Como o fenômeno não poupa as crianças e adolescentes (clientes, aliás, muito cobiçados), e também como ele é intimamente relacionado á construção da identidade, medidas para protegê-los devem necessariamente passar, para além da dimensão legal, pela dimensão ética, ética entendida aqui como busca da "vida boa, para e com outrem, em instituições justas". 
     
     É o que procurarei argumentar na minha fala:

Yves de La Taille - Cultura da vaidade e consumo from Projeto Criança e Consumo on Vimeo.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A fase dos porquês

Por quê? Mas... por quê?

Toda criança passa por essa fase.
Nós, pais, de uma hora ou outra temos que lidar com uma chuva de perguntas de nossos filhos, como relata bem Adriana Calcanhoto em sua música Oito anos.
Primeiro vamos entender a criança...
A partir dos 2 anos quando as respostas pouco interessam, as perguntas acontecem pelo simples prazer de perguntar, a criança quer conversar, se interessa pelas novas palavras, gosta de ouvir palavras diferentes.
A partir dos 3 anos o porquê muda seu significado. Já que nesta idade, a criança está centrada em si mesma e  não possui capacidade de abstração de colocar-se no lugar do outro. Ela já não aceita a ideia do acaso e assim, tudo deve ter uma explicação. Nessa idade, já conhece muito sobre o mundo, já possui uma percepção global, mas ainda é impossibilitada de se ater aos detalhes, por isso ela se deixa levar pelo concreto do que está ouvindo ou vendo, mas ainda possui muita dificuldade de relacionar fatos, já que seu pensamento ainda está em desenvolvimento.
A partir dos 6 ou 7 anos a criança já começa a entender situações mais abstratas e uma nova fase do "por quê" se modifica, porém nesta fase a criança já possui outras ferramentas para buscar suas respostas e começa a procurar as respostas sozinho.

Como devemos fazer aos sermos bombardeados pelas perguntas:
Os pais devem encarar as perguntas com naturalidade, mesmo que as perguntas sejam difíceis ou embaraçosas. É preciso conhecer o seu filho para ajudá-lo, saber o que é possível responder...
Devemos sempre dar satisfações e tentar responder às perguntas dos nossos filhos, mesmo que não a tenhamos na ponta da língua. 
Se você não sabe o que ele quer saber exatamente, faça perguntas a ele sobre o assunto, para entender de onde a mesma surgiu e, assim, o que realmente está querendo saber.
No caso de não saber a resposta, assuma que também não sabe, diga que precisa pensar, pesquisar sobre o assunto e se ofereça a ajudá-lo a procurar em livros ou na internet - está aí uma ótima oportunidade de apresentar um bom modelo de pesquisador! 
Você pode resumir uma explicação ou simplesmente traduzi-la ao entendimento do seu filho.  Mas, não minta ou fantasie as respostas, porque os filhos percebem e podem começar a não procurá-lo para novos questionamentos. 
Procure dar respostas lúdicas e interessantes, pois elas podem aguçar a curiosidade do pequeno e estimulá-lo a procurar mais e mais respostas.

Lembre-se:
"Porque sim" e "Porque não", não são respostas!

domingo, 19 de setembro de 2010

A fase do heróis e fantasias

Essa fase tem ocorrido aqui em casa há mais de um ano e continua firme e forte. Em algumas épocas com mais intensidade, outras com menos, mas com a criatividade sempre inventando situações novas e mais elaboradas.

Deste modo, nos últimos meses, meu pequeno não tem usado outra roupa que não seja de um heroi com super poderes. Se o heroi conhecido não tiver algum poder que possa resolver um problema no meio da sua história inventada, ele mesmo inventa um novo objeto super poderoso e resolve tudo rapidinho! 



Isso deve acontecer com seu filhote, entre o segundo ano e terceiro ano de vida, quando passará a brincar de faz-de-conta, com brincadeiras paralelas ao mundo real e repletas de seres fantásticos. Exatamente na fase do desfralde, na qual a criança começa a assumir controle de seu próprio corpo. Nessa época surge na criança, uma ansiedade muito intensa e aflitiva, porque como qualquer ser humano quer que dê certo, cobra-se  a fazer como os adultos e aí vem a angústia de decepcionar a família que lhe são tão significativas e por quem ainda é tão dependente física e emocionalmente.


É nessa fase, também, que seu filho começará a expressar seus conflitos através do medo do escuro, de estranhos, de situações novas, do trovão, relâmpago, vento e outros temores que não devem ser encaradas como fobias.  A criança apenas encontra-se em um fase na qual se sente fragilizada diante de emoções desconhecidas e que não consegue dominar e compreender.


Deste modo, como o mundo real ainda lhe é difícil de ser assimilado e aceito, ela cria o seu próprio universo, onde tudo é possível e tem solução. É a fase do pensamento mágico e das projeções. Nesse seu universo habitam super-heróis, mitos, fadas e monstros, capazes de brincar com ela, bem como fazê-la rir, sentir medo e chorar e, acima de tudo, ajudá-la a se desenvolver.

Daí a necessidade de criar um universo só seu. Na sua lógica, se os super-heróis conseguem subjugar o mal, ela também consegue; ou seja, se eles resolvem seus conflitos, ela também pode fazê-lo. Esses pensamentos mágicos lhe dão um sentido de poder muito forte e contribui para diminuir a sensação de fraqueza e de impotência diante dos adultos.


Todas estas fantasias têm a função de equilibrar emocionalmente a criança, permitindo a elaboração e dissipação da angústia e o aplacamento da ansiedade. Funcionam, inclusive, como um processo de autodefesa e de auto-afirmação.

Através do faz-de-conta, a criança aprende também a entender o ponto de vista de outra pessoa, desenvolve habilidades na solução de problemas sociais e a torna mais criativa, acelerando seu desenvolvimento intelectual.

Esta é, portanto, uma etapa fundamental do desenvolvimento infantil, pois é através dela que a criança tenta elaborar seus conflitos e organizar simbolicamente o mundo real.


Como toda fase, um dia passa; para uns mais cedo, para outros mais tarde. Porém, é esperado que, por volta dos seis, sete anos de idade isso tenha terminado, uma vez que já terão se desenvolvido várias funções como a memória, a lógica e a inteligência.

Os pais não devem participar ativamente do imaginário mirim, nem incentivar ou reprimir. Com o tempo vai declinando de intensidade até desaparecer por completo, como se nunca tivesse existido. Geralmente coincide com um maior domínio da linguagem e com a abertura de novos caminhos para a descarga emocional da criança.


sábado, 28 de agosto de 2010

Palavra Cantada Brincadeiras Musicais

Pessoal, deixo aqui uma indicação de livro, CD e DVD que estamos curtindo muito aqui em casa: 
O Livro das Brincadeiras Musicais  da Palavra Cantada, nesse kit de cinco volumes a dupla Paulo Tatit e Sandra Peres apresenta, em parceria com a Editora Melhoramentos, uma introdução à educação musical de modo divertido.

O lipe que adora música está curtindo muito!
Comecei brincando com ele e agora já está até brincando sozinho!

Só recebi o volume 1 por enquanto, mas vou esperar ele esgotar as brincadeiras desse volume para partir para a próxima...

Aqui está o vídeo de apresentação do material:

Depois posto umas imagens da nossa brincadeira!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Relactação



Já contei minha história de amamentação aqui...
Agora vou contar com detalhes sobre a técnica de Relactação, já que tantas pessoas me procuram para saber como fiz e como podem fazer...


Você sabe o que é a técnica de Relactação?
A Relactação é uma técnica que, ao mesmo tempo em que supre a alimentação, incentiva a sucção no peito, leva o bebê a reaprender a mamar e induz a produção do leite pela estimulação dos hormônios prolactina e ocitocina. O objetivo maior desta técnica é resgatar a amamentação e a produção de leite diminuida ou perdida. Desta forma, o bebê mama no peito da mamãe ao mesmo tempo que recebe leite de um "canudinho".


A Relactação é indicada para bebês:
• Que largaram o peito para usar a mamadeira, querendo sua mãe voltar a amamentá-lo;
• Com sucção pouco eficiente, ordenhando pouco leite e com baixo peso;
• Que foram adotados, querendo a mãe adotiva dar seu próprio leite ao seu novo filho;
• Prematuros que não conseguem ordenhar todo o leite necessário;
• Doentes - cardíaco e outros – que não podem fazer esforço;
• Portadores de síndromes, caso haja dificuldade na sucção;
• Recém nascidos cujo colostro da mãe não desceu, por motivos de saúde


A Relactação é indicada para mamães:
• Cujo leite não desceu ou parece ser pouco;
• Que tomou medicamento para secar o leite e quer retomar a amamentação;
• Que adotou um bebê e quer oferecer o seu próprio leite, direto do peito;
• Com hipogalactia.


Primeiros passos para a Relactação:
• Ter em mente que é trabalhosa, exige dedicação e persistência, mas traz resultados surpreendentes;
• Não oferecer durante o processo todo nem a mamadeira, nem a chupeta, pois ambos confundem o bebê na pega que é diferente;
• Ajuda de outras pessoas com os demais trabalhos, pois é um momento de total dedicação da mãe.


Materiais utilizados para a técnica de Relactação:
•Sonda Levine nº 4 - encontrado em lojas de produtos hospitlares;
•Seringa descartável ou recipiente de leite (pode ser um copinho ou mamadeira);
•Fita crepe ou micropore para prender o cateter ao seio.


ou


Produtos de Nutrição Suplementar como:
Mama Tutti - Método Suplementar de Alimentação
Relactador Sistema de Nutrição Suplementar Medela


Como fazer a Relactação:
• Introduzir a ponta do cateter de 2 a 3 cm ao lado ou por cima do mamilo, cuidando para não ultrapassar a ponta do mamilo e colar o micropore para segurar a sonda no seio;
• Colocar o bebê no peito, verificar pega (o bebê deve abocanhar toda a auréola, não deve fazer covinhas ou barulhos);
• Colocar a extremidade mais larga do cateter na vasilha com leite;
• O recipiente do leite deve ficar abaixo do nível da boca;
• Se o bebê tiver ordenhando muito rápido o leite do recipiente, pode-se diminuir o calibre do cateter, com auxílio de um clipe ou apertando com dedo.





Minhas dificuldades:
• Achar a sonda cateter flexível nº 4. Acabei achando em uma loja de artigos hopitalares;
• Meu filho não aceitava o peito por estar acostumado a mamadeira, reclamava ao sentir que tinha que fazer mais esforço e rejeitava-o;
• Ele chorava e empurrava o peito, a minha vontade realmente foi grande para não desistir!!!


VOCÊ TEM QUE SER FIRME, É POR POUCO TEMPO!


As dificuldades foram superadas assim:
•Não dava outro líquido a ele;
• Acalmava-o, colocando-o nu, junto ao meu colo, para que sentisse minha pele (aconchegando, cantando...);
• Tentava ficar calma e relaxada;
• Não esperava que tivesse muita fome;
• Usava o leite que tirava com a bombinha e só depois incluía o leite artificial, sempre fiz assim, pois fui orientada a dar o leite que ele estivesse acostumado e só usar o leite ordenhado somente quando estivesse habituado;
• Pingava o leite com seringa ou conta gotas nos lábios dele e no mamilo e aréola (estimulando o cheiro e sabor, para que começasse a sugar);
• Quando ele iniciava a sucção, introduzia sonda e ia pingando leite a cada sugada;
• Assim que melhorava a sucção, introduzia a outra ponta da sonda no copinho com leite;
• Realizava ordenha de 2 em 2 horas com uma bomba de extração de leite, para estimular a produção e guardava o leite retirado para a próxima mamada;
• Aproveitava os outros momentos para dormir;
• Oferecia o peito sempre que podia, a cada reclamada!!!


Com ele aceitando meu peito fui ficando mais calma e feliz...
Foi dando mais segurança vê-lo ganhar peso, isso deu mais calma para o processo...

Lembre-se: essa técnica deve ser usada somente até o bebê voltar a mamar no peito! A amamentação natural é sempre a mais indicada e que fará melhor a você e ao seu bebê!

Precisa de ajuda? Ficou com alguma dúvida?
Deixe seu recadinho aqui e tentarei ajudar!!!!

domingo, 27 de junho de 2010

Lipe largou a chupeta

Sempre nos perguntam como o Lipe largou a chupeta.
Juro que pareceu uma mágica!

A verdade é que me arrependi muito de ter oferecido chupeta. Mas pasmem, foi indicação da enfermeira geral da Maternidade Pró Matre. E a tonta aqui caiu... "Seu filho tem uma necessidade enorme de sucção! Já está chupando dedo!"  Pensei que entre chupeta ou dedo, seria melhor a chupeta, mas não imaginei que esta seria a inimiga número um da minha amamentação. Lógico, que só aprendi isso na prática!

Bem, mas o arrependimento aconteceu em doses homeopáticas e quando vi, a besteira estava feita e eu não sabia como ajudá-lo a trocar o objeto transicional mais amado do meu filho por outro, por isso ensaiei muiiiiiito para tirar.

Mas conseguimos!!! E foi tão fácil!!!!
Por isso quero dividir com vocês...

O Lipe ama trens e, em especial o Thomas e seus amigos (uma série da Discovery Kids). Ele sempre nos pede trens, mas ainda na Espanha, me pediu um deles, o Henry, muito difícil de encontrar na época.


Naquele dia eu disse, que não estávamos encontrando porque esse trem era brinquedo de menino grande, que não chupa mais chupeta. E ele aceitou o fato...
Ali, prometi para mim mesma que, no dia em que ele largasse a chupeta teria o tal trenzinho, o Henry. Lipe, também, porque depois disso passou a curtir a ideia de ser um "menino grande" e começou seus ensaios de largar a chupeta. Ele comentava, eu dava apoio, mas de uma maneira natural.

Encontramos o tal trem e o guardamos.

Nessa mesma época, Lipito começou a curtir um DVD, do Charlie e a Lola, no qual ela perdia o dente e ganhava um prêmio da fada dos dentes. Naquele momento aproveitei. Contei que a fada dos dentes não presenteava apenas as crianças que perdiam os dentes, mas as crianças que cuidavam bem dos dentinhos. E, que por isso, o mesmo ritual se repetia quando a criança largava a chupeta.


Um dia, após algumas conversas que partiram dele, Lipe apontou no calendário que no dia 17 largaria a chupeta. Apenas concordei, mas no meu íntimo não acreditei...
Chegou o dia 17 e eu nem tinha percebido. Ele estava dando trabalho para entrar no nosso ritual de sono e o Caio, foi deitar antes da gente. Iniciou-se um choro: 
"Mamãe, o papai não vai me ajudar a deixar a minha chupeta na varanda? Hoje é o dia 17, dia de dar minha chupeta!"
Acordamos o papai, fizemos um bilhete para a fada e deixamos a chupeta do Lipe.

Incrível, mas a fada deixou um trenzinho Henry na varanda e ele nunca mais chupou chupeta!
Confesso que, em umas duas ou três noites, ele pediu por ela. Fui certeira: então faremos um novo bilhete, deixamos o Henry na varada e esperamos a fada devolver...

Mas ele pedia um carinho e esquecia da tal chupeta...
Foi assim... Um empurrãozinho daqui, nada de estresse. A decisão e a conquista foi toda dele!
Assim como a mamadeira, a fralda, o dormir sozinho...

Estou muito segura e feliz por poder acompanhar cada momento dele, cada conquista e crescimento!




domingo, 30 de maio de 2010

Amamentar não é fácil!!!!




Muita gente nem sabe, mas assim como muitas mães, passei por váaaaaarias dificuldades na amamentação.

A história é longa, mas tentarei ser breve...

Durante a gravidez, eu não me preparei para o parto ou para amamentar. Na minha cabeça, assim como foi com a minha mãe, tudo isso seria fácil: parto normal, amamentar até os dois anos. Mas não foi.

Eu não tive nenhuma ajuda do meu GO, nem da maternidade, nem do pediatra, mas achei isso perfeitamente normal. Na maternidade o Lipe já mamava ferozmente. Meu peito já vazava. Chegando em casa ele era um anjo: dormia 7 horas seguidas e ninguém me disse que isso era estranho.

Na segunda consulta, o pediatra nos contou que o Lipe estava perdendo peso, lógico! Como assim um RN passar tantas horas sem dormir?

Tentamos de tudo, ao sabermos que quanto mais ele mamasse, mais leite seria produzido: 
- acordá-lo de 2 em 2 horas para ele mamar;
-  fazer canguru amarrando-o no meu colo;
- tomar Plasil, (isso eu teria pulado...);
- aumentar a quantidade água/líquido.

Mas nada funcionava, ele não ganhava peso suficiente.

Quando ele tinha 20 dias, ele chorava demais no meu colo, meus parentes que foram nos visitar disseram que ele estava muito magro. Não aguentei, liguei para o médico aos prantos: meu bebê berrava de fome no meu peito!

Ele sugeriu que nem todas as mães nasceram para amamentar... (Como?). Indicou que eu desse NAN1 no copinho. Foi um desastre, eu estava desesperada e derrotada. E meu bebê, lógico, estava berrando! Dei a mamadeira...
E depois, com a vontade de vê-lo ganhar peso, continuei dando mamadeira após as mamadas... O primeiro grande erro! Dava um peito, dava o outro e sempre oferecia a mamadeira.

RESULTADO: meu bebê tinha apenas 3 meses e berrava quando mostrava o peito para ele... Ele só queria a mamadeira. Tinha muitas cólicas, intestino preso. E eu me senti péssima! Chorei muiiiiiiiiiiiiiito!

Graças as dicas das minha queridas "amigas do peito" do GVA (Grupo Virtual de Amamentação), que na época ainda era no Orkut, fiz várias coisas que ajudaram e sustentaram a minha amamentação:
- Mudei de pediatra;
- Não confiei na curva de peso que qualquer um me apresentava;
- Procurei me acalmar e aproveitar mais os momentos com meu bebê;
- Aumentei a quantidade de líquido (água, sucos, chás, canjica...);
- Usei a sonda de relactação (explico melhor sobre isso aqui...);
- Utilizei a bombinha toda a vez após as mamadas (aluguei uma ótima na Leite Fácil, em SP), a ideia era esvaziar o peito e estimular a produção com a sucção artificial, enganando o organismo que eu precisava produzir mais e mais leite;
- Não deixava passar mais de 2 horas sem amamentar. Como ele era dorminhoco, quando ele acordava já estava morrendo de fome e não tinha paciência de sugar. Por isso, eu o colocava no peito mesmo meio dormindo. Algumas vezes, eu o acordava, tirava a roupinha.

Assim minha amamentação foi re-estabelecida!

Quando meu bebê tinha 6 meses, fui assaltada com ele no carro e, em conseqüência do trauma, meu leite secou completamente. Dessa vez foi mais fácil, porque o lipe já estava comendo frutinhas. Tomei Equilid (que só deve ser tomado com orientação médica!!!!) por um tempo, fiz terapia, acumpuntura e repeti todas as dicas acima regularmente. Meu leite voltou com força total!

As pessoas me achavam uma boba por insistir, mas tenho certeza que isso fez muito bem para mim e ao meu filho!
Por mim, porque hoje tenho o sentimento de que fiz tudo o que pude para amamentá-lo!
Por ele, porque não existe nenhum alimento que se compare ao leite materno!

Amamentar é mais que um ato de amor!!!!