Lilypie Fifth Birthday tickers

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Amamentação e seus apetrechos


Lendo o blog de uma amiga super experiente em amamentação, pensei que fosse interessante trazer um pouco de suas palavras prá cá... O motivo disso é que tenho recebido muitos acessos e comentários no meu link sobre a RELACTAÇÃO. Tenho percebido um certo modismo em utilizar apetrechos para auxiliar a amamentação que, na maioria das vezes, são desnecessários.


Utilizei esse método para tirar o vício do meu bebê a usar mamadeira. Vício esse oferecido por mim, por pura falta de informação e orientação.


"Em alguns casos, a relactação pode ajudar TEMPORARIAMENTE a manutenção da amamentação. No entanto, há o risco de o bebê preferir mamar ao seio com a sonda presente. Lembre-se mamar com a sonda do relactador é bem mais fácil do que somente no seio e, portanto, se usada exageradamente pode causa uma dependência no bebê. O que não é nada bacana...


O tempo de utilização do relactador deve ser até que a mãe aumente a produção de leite que é, geralmente, de no mínimo uma semana." Mas não deve exceder muito mais que isso! Com toda delicadeza, a mãe deve avaliar o uso e diminuir para que, aos pucos, o bebê volte a mamar somente no peito.


LEMBRE-SE: "A sucção do bebê é a mais poderosa auxiliar da produção de leite e não deve ser limitada a tempo ou quantidade. Um bebê pode chegar a ficar horas ao seio e não haver nada de errado.


Fazer uso de carregadores e, portanto, ter o bebê sempre grudadinho ao corpo também pode auxiliar na produção de leite, bem como: descansar e dormir perto do bebê."


http://amaternar.wordpress.com/2010/07/03/relactacao/
Aluguel de bombas tira-leite

domingo, 12 de dezembro de 2010

Mudança

Final de ano é uma época que inspira mudanças! Vivo um momento de pura mudança: mudança de emprego, mudança de esquemas de vida, mudanças... Lipe vive isso também: continuará na mesma escola e com o mesmo grupo de amigos, só que agora em um novo prédio escolar, com um novo enfoque: a alfabetização! Por isso a escola dele tem conversado sobre o tema e nos enviou o poema abaixo.


Fiquei pensando nas milhares de mudanças que o Lipe viveu em seus 5 anos de vida: mudança de casa, mudança de país, mudança de clima, mudança de escola, mudança de turma, mudança de turno, mudança de babá, mudanças... Deve ser por isso que ele fala com muita alegria da mudança de professora, da mudança de prédio... A mudança é constante na vidinha dele!


Quero um 2011 com mais mudanças em minha vida e menos vida do meu pequeno... 
Quero mudanças graduais, cheias de frios na barriga, mas com muitas alegrias!


MUDANÇA

Mude, mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a
velocidade.

Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente, observando com
atenção os lugares por onde você passa.

Tome outros ônibus.

Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os seus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia,
ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
Depois, procure dormir em outras camas
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais... leia outros livros.

Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.

Corrija a postura.

Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores, novas delícias.

Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.

A nova vida.

Tente.

Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.

Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida,
compre pão em outra padaria.

Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado... outra marca de sabonete,
outro creme dental...
Tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.

Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa, de carteira, de malas,
troque de carro, compre novos
óculos, escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.

Abra conta em outro banco.

Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros,
outros teatros, visite novos museus.

Mude.

Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light, mais prazeroso,
mais digno, mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.

Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já
conhecidas, mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança,
o movimento, o dinamismo, a energia.

Só o que está morto não muda !

Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco,
sem o qual a vida não vale a pena !!!

Clarice Lispector

domingo, 5 de dezembro de 2010

Quantos dias faltam para o Natal?


No episódio do Charlie e Lola de Natal, eles fazem a contagem dos dias do Natal com o Calendário do Advento.


É lógico que ele pediu um para mim, e, é lógico que o fiz...rs


Hoje o Lipe abriu a quinta janelinha do calendário do advento que fiz para ele e disse:

- Não existe mãe melhor que você. Nenhuma faz o que você faz para mim!

Ai, tô explodindo de felicidade com esse filhote carinhoso que tenho!!! 
Existe algo melhor do que isso?


Por que não tem neve no Natal?

Lipito adora Charlie e Lola. Vira e mexe aproveita coisas que aprendeu nos episódios para usar na vida dele. Vive me explicando conceitos novos: extinção, estações do ano... e me vem com mil perguntas que ficam sem resposta após o episódio...

Essa semana ele veio com essa:

- Mamãe, o Natal está chegando, não é?
- Está sim...

- Mas como, mamãe, se no Natal cai neve?

Tentei ser rápida na explicação:

- Cai neve nos países mais frios. Mas no Brasil temos Natal no verão...

- Mas como, mamãe. Como pode?

Novamente tentei ser breve:

- Aqui no Brasil, em dezembro, o Brasil fica bem de frente ao Sol e ele esquenta bastante... Os outros países que caem neve, ficam "escondidos" do sol...

Lipe foi até o quarto, olhou o globo terrestre e não se conformou com minha resposta:

- Você está me explicando errado! O Canadá fica bem em cima do Brasil, então tem que ficar quente lá também!

Tá bom...
E lá fomos nós para uma aula de Geografia, com globo terrestre, lanterna e tudo o que temos direito!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Calendário do Advento

Essa tradição é muito especial para famílias que adoram comemorar o Natal. O Calendário do Advento vem dos Luteranos alemães, que, ao menos até o começo do século XIX, faziam a contagem regressiva para o dia do Natal.

Frequentemente, a contagem era feita com um simples risco de giz na porta a cada dia, começando em primeiro de dezembro. Algumas famílias tinha meios mais elaborados de marcar os dias, como acender uma nova vela (talvez a gênese das atuais coroas do Advento) ou pendurando um santinho na parede a cada dia.
As velas também podiam ser colocadas em uma estrutura, que era conhecida como "relógio do Advento". 

Confesso que não conhecia tal tradição, quem me ensinou foi o Lipe assistindo o episódio do Charlie e Lola. Lógico que assisti com ele, pesquisamos alguns modelos e quis promover tal ritual, com o intuito de juntos nos alegramos, além de ensinar a ele como é importante celebrar esse momento que tem uma história religiosa e que é muito maior que o simples consumismo e o momento de comprar e ganhar!

Faça com seus filhos e adapte aos seus conceitos de Natal!

Eu produzi uma aqui em casa, aproveitando materiais que já tinha por aqui, queria ter feito de feltro, bordado, mas esse ano está tudo muito corrido, por isso fiz assim...

Materiais:

- 1 placa de EVA verde;
- 26 caixas de fósforo (só a parte de dentro)
- papel alumínio
- tinta relevo dourada
- imagens fofinhas de Natal
- canetinha preta bem fina
- 1 retalho de EVA ou cartolina marrom
- régua
- lápis
- estilete
- tesoura
- cola quente
- guloseimas ou miniaturas (se quiser colocar uma surpresa dentro das portinhas)

Como montei:

1- Desenhei e recortei uma árvore na placa de EVA.

2- Desenhei e recortei com estilete 24 portinhas de 3cm X 4cm pela árvore (desenhei do lado avesso da que será a árvore - tenha cuidado para cortá-las do lado invertido!).

3- Escrevi do número 1 ao 24 nas portinhas com tinta relevo e deixei secar.

4- Cortei um retângulo do EVA verde e colei em cima de um papel cartão marrom que tinha aqui (eu não tinha EVA marrom), deixei secar e depois recortei com estilete um retêngulo de 4cm X 6cm - essa será a portinha do dia 25/12!

5- Encapei as 24 caixinhas de fósforo com papel alumínio e colei dentro dela imagens e mensagens sobre os dias do Natal (Exemplo: 1- Vamos montar nossa árvore? / 2- Escreva a carta do Papai Noel / 3- O anjinho está anunciando a chegada de Jesus!/ 4- Escreva mensagens de Natal aos amigos... etc). Com as duas caixinhas que sobraram, eu recortei uma das laterais e as uni para ficar maior, depois encapei com papel alumínio. Dentro dela colocarei uma imagem no menino Jesus na manjedoura com a mensagem: Vamos comemorar o dia do nascimento de Jesus!

5- Atrás de cada portinha fixei as caixinhas com cola quente.

6- Finalizei colocando guloseimas e pequenos mimos em cada dia e fechando as portinhas com um adesivo de estrela.


 
Não quis enfeitar mais a árvore porque queria ter convidado-o a enfeitá-la comigo. Mas ele a achou linda e só me deixou colocar uma fita dourada e uma estrela que cobrimos de gliter vermelho...

A cada dia,  cada abertura tem sido um momento mágico familiar!!!
Aqui está um bom motivo para fazerem algo juntos, ensinar o seu filho sobre o verdadeiro conceito do Natal e se  divertirem muiiiiiiiito!!!!


Veja aqui como esse ritual tem sido especial!

Um lindo Natal para vocês!!!!

domingo, 3 de outubro de 2010

Ser ou não ser "pidão"

A cada dia que passa estamos em uma luta sem fim, para ensinar o Lipe a não ser consumista.
Tarefa difícil perante uma sociedade movida pelo consumo.

Tentamos driblar essa "doença" de nossos tempos, oferecendo ao Lipe momentos de diversão longe de lojas, shoppings e consumo...

Eis que ontem, num final de dia chuvoso, lembramos que precisávamos escolher um presente para uma festinha de hoje. Nosso destino: o shopping!

Entramos em uma loja de brinquedos educativos e lipe estava motivado a escolher algo com a cara do amigão...

De repente me solta:
- Mamãe, não estou me aguentando!
Não eram só as palavras que diziam isso, mas o seu corpo, seus gestos...
- Como assim Lipe?
- Eu não quero ser pidão, preciso me controlar, mas também queria tanto um presente...

Gente, como pode?
Não sabia se ria ou chorava!
Será que temos todos que nos encontrar em uma Associação Anônima de Consumistas?

Lógico que driblei falando que poderia escolher um presente para o Dia das Crianças e que logo o ganharia.
Ele ficou satisfeito...
Quando chegamos em casa, conversamos sobre as crianças que não possuem brinquedos e combinamos que a cada novo presente que ganhasse, teria que escolher um para dar às crianças que não ganham...


Não sei se é o melhor caminho...
Deixo aqui alguns textos sobre o assunto:



Uma música deliciosa e um vídeo para refletir sobre o assunto:

Por que a publicidade faz mal às crianças



     Com a expansão da comunicação, somos continuamente influenciados pela diversidade de mensagens e imagens que nos seduzem e inebriam por meio das mais variadas formas de mídia. Entre elas, está a publicidade, com suas manobras estratégicas, endereçando à nossa emoção seus sedutores apelos de venda. Por sermos dotados de juízo crítico, temos a possibilidade de selecionar aqueles que melhor correspondem às nossas reais necessidades.

     No entanto, o mesmo não acontece com as crianças, que são mais vulneráveis às mensagens persuasivas por estarem em desenvolvimento. Sabe-se que até mais ou menos os 12 anos de idade elas não têm o pensamento crítico formado e, por isso, são mais suscetíveis aos apelos comerciais. 

     Embora, de acordo com a lei, as crianças não possam praticar os fatos da vida civil, tais como comprar um automóvel ou assinar um contrato, elas são abordadas diretamente pela publicidade como plenas consumidoras.

     Longe das estripulias cotidianas e das brincadeiras criativas, muitas crianças estão ficando cada vez mais quietinhas diante de uma tela no quarto, assistindo à programas inadequados ou comandando, pelo controle remoto do videogame, alguma batalha geralmente sangrenta. Ou, quando esperam os pais na volta do trabalho, sonham mais com algo que eles possam lhes ter comprado do que com o calor do seu abraço. Isso porque elas obedecem, hoje, a dois senhores dentro da mesma casa:
  • à publicidade, que só lhes diz “sim”, 
  • e aos pais, que, cansados de tanto dizer “não”, cedem às súplicas dos filhos entregando-lhes, na forma de objetos, o contato afetivo cada vez menos valorizado.
     Na ânsia de formar antecipadamente novos consumidores, a publicidade encurta a infância sem medir as consequências nefastas dessa apropriação indébita da genuinidade infantil. A erotização precoce e seus reflexos nos altos índices de gravidez na adolescência; a violência oriunda do desejo por produtos caros implantado em tantas crianças que, sequer, podem comer; a obesidade infantil, estimulada pela oferta excessiva às crianças de produtos não saudáveis; as depressões e frustrações decorrentes do atrelamento do conceito de felicidade ao ato de consumir são algumas dessas consequências que pesam sobre o futuro de nossas crianças e oneram os cofres públicos.

     Por que, em tantos outros países, a publicidade para crianças é controlada; o que falta na legislação brasileira para que o mesmo rigor seja adotado aqui; quais as táticas mais utilizadas pela publicidade para seduzir os pequenos; o que acontece com uma criança que cresce sem ouvir “não” e quais as consequências da publicidade dirigida ao público infantil são alguns dos temas abordados neste livreto. Sua razão de ser é ajudar a ampliar a reflexão e o debate sobre o consumismo precoce e conscientizar o leitor sobre os impactos negativos da publicidade e da comunicação mercadológica voltadas à criança no desenvolvimento infantil. 

     A infância feliz e tranquila é o prefácio de um mundo melhor. E quanto mais respeitada e protegida ela for, mais adultos críticos e saudáveis construiremos e mais sentido terá a preocupação que demonstramos hoje com o futuro do nosso planeta.

Quer saber sobre essa cartilha? Entre aqui e espalhe essa notícia:

Criança, a alma do negócio:

Pare, pense, atue!
Critique o mundo no qual está inserido!
Não seja pego!